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29 de Fevereiro de 2012

Sauchan - limpeza

A sexta norma ética do Yôga é sauchan, a limpeza.
  • O yôgin deve ser purificado tanto externa quanto internamente.
  • O banho diário, a higiene da boca e dos dentes, e outras formas comuns de limpeza não são suficientes. Corporalmente, é necessário proceder à purificação dos órgãos internos e das mucosas, mediante as técnicas do Yôga.
  • De pouca valia é lavar o corpo por fora e por dentro se a pessoa ingere alimentos com elevadas taxas de toxinas e impurezas tais como as carnes de animais mortos que entram em processo de decomposição logo após a morte.
  • Da mesma forma, cumpre que o yôgin não faça uso de substâncias intoxicantes, que gerem dependência explícita ou que alterem o estado da consciência, ainda que tais substâncias sejam naturais.
  • Aquele que só trata da higiene física não está cumprindo sauchan. Esta recomendação só está satisfatoriamente interpretada quando se exerce a prática da limpeza interior. Ser limpo psíquica e mentalmente constitui requisito imprescindível.
  • Ser limpo interiormente compreende não alimentar seu psiquismo com imagens, ideias, emoções ou pensamentos intoxicantes, tais como tristeza, impaciência, irritabilidade, ódio, ciúmes, inveja, cobiça, derrotismo e outros sentimentos inferiores.
  • Finalmente, esta norma atinge sua plenitude quando a limpeza do yôgin reflete-se no meio ambiente, cujas manifestações mais próximas são sua casa e seu local de trabalho.

28 de Fevereiro de 2012

Medos

"O meu maior medo foi sempre o de ter medo - física, mental ou moralmente - e deixar-me influenciar por ele e não por sinceras convicções." Autor - Roosevelt, Eleanor

27 de Fevereiro de 2012

Satya - a verdade, não mentir

Satya: a verdade, não mentir.
“O yôgin não deve fazer uso da inverdade, seja ela na forma de mentira, seja na forma de equívoco ou distorção na interpretação de um facto, seja na de omissão perante uma dessas duas circunstâncias.
Consequentemente, ouvir boatos e deixar que sejam divulgados é tão grave quanto passá-los adiante. (…)
Emitir comentários sem o respaldo da verdade, sobre factos ou pessoas, expressa inobservância à norma ética. (…)
Preceito moderador:
A observância de satya não deve induzir à falta de tato ou de caridade, sob o pretexto deter que dizer sempre a verdade. Há muitas formas de expressar a verdade.”
(in DeRose, Tratado de Yôga)

Medo
O medo é a único motivo pelo qual nós não conseguimos seguir este código de ética. O médo é o que nos torna agressivos, mentirosos, possessivos, roubar, etc.
Nós somente mentimos quando temos medo de algo. Medo da reação da namorada, medo de sermos demitidos por que dormimos e por isso matamos nossa avó várias vezes em diversas ocasiões. É por isso que os pneus furam tanto, entre outras desculpas esfarrapadas para atrasos e faltas em geral.
E no fundo o que isso esconde? Nosso medo. Em um ambiente profissional, inclusive o medo de sermos taxados de não-profissionais, porque dorminos, esquecemos, protelamos, etc.


Omissão
Um insight significativo que tive recentemente, e que talvez para você não seja novidade, é o fato de que ao nos omitirmos isso também é uma falta ao satya.
Pois nós somente nos omitimos quando temos medo da reação da outra pessoa. Essa omissão está baseada nas mesmas raizes da mentira: o medo do que irá acontecer se alguém souber da verdade.
Naquilo que interessa para o Yôgin que é se treinar dá na mesma omitir ou mentir, pois eles tem a mesma raiz.
Então temos (eu também) que aprender a nos expressar daquela forma ideal que possamos retirar o medo de que alguém “saiba a verdade” mas também levando em consideração o outro que está escutando.
É a tenue balança entre treinar seu íntimo para não sentir medo versus a habilidade de não gerar medo no outro.
Texto extraído de aqui.

25 de Janeiro de 2012

Três vezes três

 Um bom exemplo de praticante do Método DeRose, na área de conceitos, é a ação efetiva para transformar o mundo através da civilidade (podemos chamar de boas ações ou até de boas maneiras).
Todos os dias vamos computar quantas ações louváveis protagonizamos.

Três vezes três
O três é um dos números reverenciados na nossas raízes hindus. Vamos, então, fazer nossa contagem a partir dele.
Se você realizar hoje menos de três boas ações, considere este como um dia de chumbo.
Se realizar três ações de boas maneiras, este foi um dia de bronze.
Com duas-vezes-três ações meritórias, seu dia terá sido de prata.
Conquistando três-vezes-três ações de civilidade, comemore um dia de ouro.
Mas se conseguiu realizar mais de três-vezes-três ações, você é o nosso herói e o seu dia foi de diamante!
Que ações poderiam ser essas?
Efetue uma doação a alguma instituição de assistência social séria.
Participe como voluntário em alguma campanha filantrópica.
Envolva-se de corpo e alma com as campanhas da Defesa Civil da sua cidade.
Dê comida a quem tem fome.
Dê um agasalho a quem tem frio.
Dê um sorriso, uma atenção, um afeto a quem esteja precisando disso tanto quanto o que tem fome e o que tem frio.
Salve um cão abandonado.
Regue as flores do jardim do seu vizinho, desinteressadamente.
Pare o carro a fim de dar passagem a um pedestre que esteja querendo atravessar a rua, mesmo fora da faixa.
Socorra um desconhecido que esteja caído na calçada tendo um ataque epilético.
Dê flores a um amigo.
Não se abale quando outro motorista for mal educado, der uma fechada ou mesmo bater no seu carro.
Peça desculpas, mesmo quando tiver a certeza de que está com a razão.
Trate bem um mendigo que venha pedir dinheiro.
Telefone para um amigo, colega ou parente, só para perguntar como vai.
Converse amenidades com um desconhecido no supermercado ou no shopping center.
Dê a mão a uma senhora para sair do carro.
Ofereça-se para ajudar a carregar as compras ao vizinho no prédio em que mora ou ao desconhecido no estacionamento.
Carregue a bolsa pesada da sua amiga.
Ouça o desabafo de quem precise falar sobre um problema.
Jogue no lixo algo que alguém tiver deixado cair fora da lixeira.
Acaricie um cão.
Elogie o filho de alguém.
Dê os parabéns a um colega ou concorrente por uma conquista ou por um projeto vitorioso.
Dê uma gorjeta mais substancial do que o mínimo de praxe.
Agradeça pelo serviço e elogie a atuação do garçom ou de outro profissional.
Diga “você está com a razão”.
Sorria para as pessoas no clube, nas lojas, na sua empresa.
Trate com cortesia o seu porteiro, a sua auxiliar de limpeza e todo o pessoal subalterno.
Recicle.
Dê informações, auxilie, oriente (na empresa, no trânsito, na faculdade).
Converse com os funcionários que o atendem.
Escute as reivindicações do cônjuge (esposa ou maridão). E atenda-as.
Diga obrigado e sorria para alguém na rua, no trânsito, nas compras.
Responda com gentileza a um vizinho irritado.
Acalme um colega, um familiar ou um amigo quando ele estiver zangado com você.
Não insulte a quem bem que merecia.
Quando não precisar de algum objeto ou roupa não o guarde nem o jogue fora: procure quem esteja precisando e faça-lhe presente. O que não presta para um pode ser uma bênção para outro.
Dê uma informação útil a alguém.

Método Giraldi, da Polícia Militar do Estado de São Paulo:
Não tome decisões emocionadas.
A família é o que há de mais importante. Tenha tempo para esposa e filhos.
A ausência de um pai e de uma mãe é a porta de entrada para as drogas
Serenidade em todos os momentos.
Há três formas de amor: a palavra, o tato e o olhar. Portanto abrace seu filho, sua esposa e seus amigos.
Sorria sempre.
Elogie seu filho e seu subalterno quando possível.
Não grite com seu filho ou com seu subalterno. Troque o medo pelo respeito.
Problemas no trabalho, não devem entrar no lar.
Visite sempre seus pais, para não visitá-los no cemitério.
Observe que o Método Giraldi, da PM, tem muitas coisas em comum com o Método DeRose!
Texto extraído do Blog Do DeRose

6 de Janeiro de 2012

10 Mandamentos para “não-vegetarianos” que convivem com vegetarianos!


Foto tirada do Verde Tiras
Achei delicioso, por isso tive de partilhar :)

"1º – Não pense que os vegetarianos são espartanos que se alimentam de cenouras cruas e brotos de feijão.
A pergunta que mais ouço é “O que você come?”
Esta me deixa desconcertada; o que pode responder uma pessoa que tem uma dieta razoavelmente variada? Eu como espaguete, refogados, humus, cozidos, sorvete de framboesa, minestrone, saladas, burritos de feijão, bolo de gengibre, lentilha, lasanha, espetinhos de tofu, waffles, hambúrgueres vegetarianos, alcachofras, tacos, bagels, arroz com açafrão, musselina de limão, risoto de cogumelos silvestres — o que você come?
2º – Aprenda um pouco de biologia.
Eu ainda não sei bem o que fazer com pessoas que são inteligentes sob outros aspectos mas acham que uma galinha não é um animal. Só para constar, vegetarianismo significa não consumir carne vermelha, aves, ou peixe — nada que tenha um rosto. Já perdi a conta das vezes em que garçons sugeriram um prato de frutos do mar como entrada “vegetariana”.
3º – Principalmente se as pessoas forem vegetarianas por razões éticas, não julgue que elas não se importarão com “só um pouquinho” de carne em sua refeição.
Você aceitaria “só um pouquinho” de seu gato, ou “um bocadinho” do Tio Jim em sua sopa?
4º – Deixe de fazer lobby para a indústria da carne.
Parece que os “não-vegetarianos” pensam que os vegetarianos são como as pessoas que fazem regime e que nós queremos trapacear de vez em quando.
Meu pai tem certeza de que se ele conseguir me convencer que sua carne enlatada é uma delícia, eu vou ceder e comê-la. Amigos tentam me fazer experimentar “só um pedacinho” de qualquer prato com carne que eles estejam comendo, partindo da premissa de que é tão bom que é impossível que eu recuse. Há vezes em que penso que os “não-vegetarianos” aprenderam a fazer pressão com os caras malvados dos filmes anti-drogas que nós assistíamos no ginásio. Ouçam bem: não precisam insistir dizendo que é “ótimo”, nós não vamos comer.
5º – Quando um vegetariano fica doente, não diga a ele ou a ela que está desnutrido.
Dos comentários que ouvi quando tive gripe, vocês pensariam que os “não-vegetarianos” nunca ficam doentes. Quando eu fico doente, tem sempre alguém esperando para me dizer que é por causa da minha dieta. Na verdade, da mesma forma que existem “não-vegetarianos” saudáveis e doentes, há vegetarianos saudáveis e doentes. (Por falar nisso, estudos demonstraram que os vegetarianos tem o sistema imunológico mais resistente do que os “não-vegetarianos”.)
6º – Quando estiverem em um restaurante com um vegetariano, tenham paciência — comer fora pode ser um desafio mesmo para o mais consumado vegetariano.
Apesar da aceitação em voga da dieta à base de vegetais, a maior parte dos cardápios de restaurantes ainda está repleta de produtos animais.
Alguns restaurantes parecem não ter nada a não ser carne em seus cardápios; mesmo as saladas têm ovos ou frango! Não reclamem se seus esforços para determinar os ingredientes exatos do minestrone parecerem paranóia; a experiência nos ensinou que esses interrogatórios à mesa são necessários. Após anos interrogando garçons e garçonetes, descobri que itens descritos como vegetarianos muitas vezes contém caldo de galinha, banha, ovos, ou outros ingredientes animais.
7º – Não façam caretas para nossos alimentos.
Antes de torcerem o nariz para meu cachorro-quente de soja ou para o tofu, pensem naquilo que vocês estão comendo. Só porque se alimentar de animais é amplamente aceito, isso não significa que não seja uma grosseria.
8º – Percebam que nós provavelmente já ouvimos isso antes.
Uma das coisas mais engraçadas sobre ser veg é a pessoa que tem certeza de ter o argumento que vai mudar minha maneira de pensar. Quase que invariavelmente vêem como uma destas jóias:
(a) “Animais comem outros animais, portanto porque os seres humanos não o fariam?” (Resposta: A maior parte dos animais que mata para se alimentar não sobreviveria se não o fizesse. Esse obviamente não é o caso com os seres humanos. E desde quando usamos os animais como exemplo de comportamento?)
(b) “Nossos ancestrais comiam carne.” (Resposta: Talvez — mas eles também moravam em cavernas, conversavam aos grunhidos, e tinham escolhas muito limitadas de estilo de vida. Supõe-se que nós já tenhamos evoluído desde aquela época.)
9º – Apesar da opinião popular, vocês não têm o direito de esperar que os vegetarianos transijam convicções pessoais em nome da “cortesia”.
Pessoas que nunca sonhariam em convidar um alcoólatra recuperado para experimentar sua vodca preferida, ou em querer que alguém que levasse uma vida kosher aceitasse um pouco de bacon, acham perfeitamente razoável esperar que eu coma o bolo de carne da tia Maria porque eu o adorava quando criança e ela ficaria muito ofendida se eu não aceitasse um pouco agora.
10º – Parem de dizer que os seres humanos “precisam” comer carne;
Nós somos a prova viva de que não precisam.
Pessoas que sob outros aspectos respeitam minha capacidade de me cuidar recusam-se a acreditar que não tomei a decisão de me tornar vegetariana impulsivamente. Eu fiz muita pesquisa sobre o vegetarianismo — provavelmente mais do que vocês fizeram sobre dieta e nutrição — e estou confiante da escolha que fiz.
Vocês conhecem os estudos que demonstram que os “não-vegetarianos” tem duas vezes mais possibilidade de morrer de problemas cardíacos, 60% mais chance de morrer de câncer e 30% a mais de possibilidade de morrer de outras doenças? Eu não estaria comendo desta maneira se uma extensa pesquisa não tivesse me convencido de que o vegetarianismo é mais saudável e mais ético do que comer carne; uma pergunta mais pertinente seria se você pode justificar a sua dieta.”
Só pra constar: minha intenção não é doutrinar ninguém com esse post. Aliás, podem muito bem me chamar pra um churrasco :P (não que eu ache bonito ver um pedaço de bicho no espeto, pelo contrário, mas valorizo a boa convivência com os seres humanos)."

Fonte: Alimentação Sem Carne

30 de Dezembro de 2011

Precisa-se amigo de Vinícius de Morais

 Hoje recebi um email lindo, do meu amigo José Duro.
Resolvi partilhar pela sua essência pura..

Não precisa ser homem (mulher), basta ser humano, basta ter
sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo
saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de
sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter
amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse
amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam
consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que
seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é
preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser
vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não
ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter
ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve
sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos
solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam
nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos. Que se
comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas
simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se
viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos
sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água
e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva,
de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena
viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver
debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos
ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a
consciência de que ainda se vive.
Vinícius de Morais

29 de Dezembro de 2011

Wonderful world

Receita de ano novo...

 Ingredientes:
1 dose de boa disposição
1/2 copo de humor
2 litros de alegria
1 punhado de dinheiro
q. b. de amizade sincera
1 medida considerável de saúde
1 cheirinho a elegância
1 pacote de sonhos

Preparação:
Num recipiente largo e alto, colocar os vários ingredientes em camadas, alternando para que a mistura fiquei com diferentes tonalidades e texturas. Envolver com carinho. Aquecer levemente no forno, mas não deixar tostar demasiado. Servir sem deixar arrefecer, decorando com pepitas de compreensão. Deve ser consumido na hora certa para que a assimilação dos diversos nutrientes seja devidamente processada, gerando assim evolução e desenvolvimento pessoais. Funciona melhor ainda quando partilhada com outras pessoas, gerando uma energia positiva que varre o cosmos. Delicie-se!